Bom domingo...depois do café da manhã no Pé no Parque, nada como uma visita ao MAM em boa cia para ver a exposição No ateliê de Portinari:1920-45.
Muito bom ver de perto as obras deste artista polêmico e pulsante, poético e técnico, arte genuinamente brasileira que faz a tragédia virar uma espantosa beleza, trazendo à tona aquilo que não queremos enxergar.

Criança morta, Série Retirantes, 1944.
Respirar (João Candido Portinari)
O filho menor está morrendo
As filhas maiores soluçam forte
Caem lágrimas de pedra. Mãe querendo
Levar menino morto: feio de sofrer, cara da morte
Desolação. Silêncio apavorando
Solo sem fim pegando fogo.
Não há direção. O sol queimando
Embrutece. Cabeça vazia de bobo
Há quanto tempo? Famintos e sem sorte
A água pouca, ninguém pede nem faz menção
Água, água, se acabar, vem a morte.
Estão irrigando a terra? É barulho de água? Alucinação
Que Santo nos poderia livrar?
Reza de velho louco
Deus pode a todos castigar.
Que é que esse menino tem? Está morto.
guerra e paz
Desta, vez escolhi trazer para casa o livro Guerra e Paz, do Projeto Portinari.
Com textos de Enrico Bianco, Maria Luiza Leão, Emir Sader, Fernando Pamplona, Israel Pedrosa e Mauro Santayana, e prefácio de João Candido Portinari, o livro conta a história da produção dos painéis “Guerra” e “Paz”(1952-1956), presente do Governo Brasileiro para a sede da ONU, NY.
Como criança também gosta de cultura, trouxe para a Helena o livrinho Portinari, da Coleção Crianças Famosas.
No Ateliê de Portinari
14/07 a 11/09, de terça a domingo das 10h às 17h30MAM-SP: parque do Ibirapuera, av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, Ibirapuera, SP.
Informações: (11) 5085-1300