quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Não Posso da Silva Preguiça

Texto extraído do Blog do DeRose:
http://www.metododerose.org/blogdoderose/profissao/nao-posso-da-silva-preguica/

O culpado se você não vencer na vida, aquele graças a quem a sua prosperidade não vem, é um conhecido criminoso cujo retrato falado é reproduzido abaixo, e que é hóspede parasitário em algumas Unidades. Seu nome é Não Posso da Silva Preguiça.

Ele tem pacto com a sua prima, a Crise*. É amigo dos seus inimigos e agente secreto dos seus concorrentes. Nosso Serviço de Inteligência aconselha a seguinte fórmula como remédio eficaz contra essa endemia:

Primeiramente, faça um caldo com uma dose generosa de qualidade, uma pitada de boa administração, alguns gramas de linda embalagem. Deixe fermentar. Depois adicione aos poucos: uma tonelada de trabalho sem esmorecimento; todos os dias uma colher das de chá detentar-de-novo, sem autopiedade; alguns litros de não-deixar-para-depois; muitas sementinhas de investimento e de divulgação. Tempere bem e adicione constantemente uns torrõezinhos de açúcar para a coisa toda não ficar sem graça. Evite fogo brando porque morno ele não dá liga. Mexa o tempo todo sem parar nem nos fins de semana. Se tirar férias, a mistura apodrece. Quando ficar dourado e você sentir o sabor do sucesso, tome um cálice desse coquetel diariamente. Se achar a mistura amarga, você não deve ter um negócio próprio, pois vai azedar. Nesse caso, jogue tudo fora e recomece como empregado – mas isso é uma outra fórmula. Se achar esta receita estimulante, prossiga: para você ela será a cura de todos os males.

__________

* Falsa identidade. A Crise usa nome suposto porque não tem coragem de assumir sua identidade verdadeira. Alguns dizem que ela se chama Derrotismo, outros dizem que é Alarmismo. Mas todos concordam com o nome de família que é Incompetência da Santa Acomodação.

Não Posso da Silva Preguiça

Foto de Não Posso da Silva Preguiça


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Hilda Hilst


Enquanto faço o verso, tu decerto vives.

Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.

Dirás que sangue é o não teres teu ouro

E o poeta te diz: compra o teu tempo.

Contempla o teu viver que corre, escuta

O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo.

Enquanto faço o verso, tu que não me lês

Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala.

O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas:

"Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas".

Irmão do meu momento: quando eu morrer

Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo:

MORRE O AMOR DE UM POETA.

E isso é tanto, que o teu ouro não compra,

E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto

Não cabe no meu canto.

Hilda Hilst


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Rede Social







Assisti A Rede Social. David Fincher mostrou-se muito habilidoso para deixar o filme o tempo todo interessante. Jesse Eisenberg como Mark e Justin Timberlake como Sean Parker mandaram muito bem.

Me irrita um pouco o tipo de comportamento do público desta grande Rede. Embora ache o Face legal para compartilhar cultura, rever amigos e divulgar nossos valores pessoais e profissionais, arrisco que a popularidade do site não provém deste tipo de conteúdo, mas sim de algo mais superficial: vasculhar a vida alheia. Guardadas as devidas proporções, uma forma de big brother. Fico atenta para adentrar essa egrégora sem ser sorvida por ela.
De Fincher, ainda prefiro a complexidade e a insatisfação agressiva do Clube da Luta.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Beleza sustentável

BELEZA SUSTENTÁVEL, SEGUNDO DE ROSE

BY BELEZA SUSTENTÁVEL • JANEIRO 16TH, 2010

Esse conceito de beleza pode ser aprendido e incorporado na sua maneira de ser, atuar e influenciar o seu universo de atuação (cônjuge, familiares, amigos, colegas de trabalho, de faculdade ou de esporte, inclusive os desconhecidos com os quais cada um de nós cruza diariamente).

Trata-se de uma beleza interior que extrapola os limites internos e extravasa para o corpo, produzindo nele o reflexo exterior. Não se trata de um padrão estereotipado de beleza hollywoodiana e sim da beleza verdadeira, portanto, sustentável, aquela que pode ser mantida por anos ou décadas. Você, certamente, já passou pela experiência de se sentir a pessoa mais linda do mundo, arrebatadoramente bela, só por ter sido alvo de uma conquista, de um elogio proveniente da pessoa certa ou por ter tido o seu valor reconhecido. Ora, nenhuma dessas coisas constitui um fator físico e, no entanto, seus amigos e familiares notaram e comentaram que você estava exuberante. O que é isso, senão a felicidade e a auto-estima que faz desta pessoa um ente especial?

Dentro do conceito de desenvolvimento integral do ser humano que desenvolvi nestes cinquenta anos de profissão que comemoro em 2010, estruturei conceitos e técnicas que aprimoram a mente, o emocional, o corpo e todos os demais elementos que nos constituem. Com o objetivo de preservar a sua própria sustentabilidade, a importância da beleza interior é fundamental para a química que amalgama a beleza física, a beleza espiritual, a beleza financeira, a beleza emocional e qualquer outra.

A beleza mental é a reprogramação através da qual a pessoa gera arquétipos, ou moldes mentais, para quando as circunstâncias normais da vida ocorrer, como de fato ocorrem diariamente. Por vezes, é um tom de voz; outras vezes é uma fisionomia; e outras, é uma determinada palavra que pode desencadear um estado de hostilidade por parte do cônjuge, do amigo ou do colega de trabalho. Contudo, se você já possui o arquétipo ou molde mental sobre como administrar conflitos, você se converte em uma pessoa linda, que todos admirarão.

Hoje, as empresas podem trabalhar o conceito de beleza mental dentro da concepção geral de Beleza Sustentável, para que os seus funcionários tenham mais motivação e desempenho.

Precisamos reconhecer que o surgimento de uma hostilidade em uma relação afetiva pode deteriorar o afeto e comprometer o relacionamento, às vezes, definitivamente. Da mesma forma, um estado de hostilidade entre colegas de trabalho compromete seguramente o bom ambiente profissional e deteriora a produtividade. Pessoas felizes produzem mais e melhor. Pessoas felizes vivem mais e com melhor qualidade de vida, que constitui uma das especialidades do Método DeRose.

A mensagem mais importante para quem nunca se preocupou com a beleza mental é: todos os dias novas fornadas de concorrentes estão sendo lançadas no mercado de trabalho, assim como no “mercado”, se assim podemos dizer, da concorrência afetiva. É urgente que cada pessoa se preocupe com a sua atualização e auto-superação constante. Ao longo da minha vida observei que as mulheres que conseguiam tudo o que queriam – fosse no âmbito profissional, fosse no afetivo – não eram as esculturais. Eram as que possuíam beleza interior. Elas cativavam, conquistavam e seduziam pelo olhar, que expressa o que cada um tem de verdadeiro dentro de si.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Doce Poema de Casimiro de Abreu



O QUE É - SIMPATIA

(A uma menina)



Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.


Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.


São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.


Simpatia - meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agôsto,
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é - quase amor!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Barato sai caro




Cuidado com produtos baratos. O colega Edgardo Caramella sempre conta que o pai dele costumava comprar sapatos caros e quando alguém questionava o gasto, ele respondia: “Não sou rico para comprar sapatos baratos.” Explicação: sapatos baratos não duram e é preciso comprar outros e outros, enquanto que uns sapatos de boa qualidade duram décadas. Por outro lado, geralmente, os produtos muito baratos foram fabricados usando trabalho de imigrantes ilegais que tiveram de se sujeitar a condições desumanas e mal remuneradas. Muitos desses produtos provieram de mão-de-obra escrava ou de exploração infantil. Comprar produtos dessas procedências é o mesmo que ser cúmplice dessas circunstâncias.



Texto extraído do Blog do DeRose,
100 maneiras de melhorar o mundo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poema

Poema inspirado num dos graus de dhyána.


Cobrirás o teu corpo
com o maior silêncio
— aquele que se parece
com os mantos de inverno —.
Então obstruirás
— só por um momento —
aquelas sete portas
por onde o mundo entra.
Atravessa sem medo
as primeiras entradas
como se fosses mundo
penetrando em ti mesmo.
Deixa atrás os sons
melódicos ou rítmicos,
deixa atrás o sussurro
do ar em labirintos.
Ao chegar ao murmúrio
constante do sangue
cruzá-lo com cautela
como a um rio em degelo.
E quando alcançares
o almejado espaço
despirás os ruídos
pois não terão mais causa.
Já não se escutarão
os órgãos vivendo
nem as unhas que crescem
ou a mente pensando.
Serão outros sons
e os verás de perto:
um silêncio estrondoso
embaçado por grilos,
caracóis marinhos
rodeando os teus ouvidos,
a música do Sol
que se infiltra nos poros,
fazendo, germinando,
fabricando a vida.

Este poema obteve o terceiro lugar no I Concurso de poesia do São Pedro da Serra, Nova Friburgo, 2007.
Tradução do original em espanhol: Sonia Monteiro
Foto: Atlántico desde Portugal (Anahí Flores)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

SATYA - A VERDADE


Extraído do Blog ASSIM FALOU De Nardi: http://www.assimfaloudenardi.com/2010/10/satya-verdade.html

A verdade está diretamente ligada a um princípio fundamental para o desenvolvimento de nações, empresas ou pessoas: cumprir contratos. Toda vez que fazemos o que nos determinamos, passamos a acreditar mais no nosso potencial (autoconfiança), as pessoas nos dão mais credibilidade e, caso estejamos falando de uma empresa, o reconhecimento do mercado virá na forma de uma confiança prestigiosa, um dos mais importantes fatores na construção de uma marca valiosa. Pátañjali, sobre o hábito da verdade, comentou: “Quando se observa a honestidade, toda a riqueza é atraída”.

Quando vivenciamos satya em sua plenitude, muito poder é produzido. A mente passa a acreditar em tudo aquilo que você pensa, fala ou deseja. As realizações se tornam mais rápidas, pois o pensamento está mais intimo da ação, e a autoconfiança presente em qualquer atitude tomada. Este uso pleno da verdade tem que abranger desde coisas muito simples, como cumprir o que combinou com seus amigos, até o cumprimento de contratos milionários.



Toda vez que nos determinamos a fazer algo e aquilo não é cumprido, enfraquecemos nosso poder interno, perdemos autoconfiança, e a mente passa a acreditar cada vez menos em promessas simples como a do regime que começará amanhã. Caso você tenha o costume de combinar algo com os outros e não cumprir, as pessoas passarão a não lhe dar mais crédito, dificultar parcerias e conseqüentemente qualquer tipo de realização. O mundo lhe verá como uma pessoa sem integridade e as portas das oportunidades se fecharão totalmente.

Portanto, desenvolva o costume de falar sempre a verdade, seja para você mesmo ou para os outros e cumprir tudo aquilo o que se determina a fazer. Ao colocar intenção, cumpra, pois isto é questão de caráter. Desta forma você estará aproximando cada vez mais qualquer desejo da sua materialização. Com o tempo, será fácil realizar o que quiser; bastará pensar ou falar e você já estará bem próximo da concretização.

Para cumprir satya em sua totalidade, a pessoa deve mostrar perfeita coerência entre suas ações, palavras e pensamentos. Um grande exemplo de coerência foi Mahatma Gandhi. Quando este grande luminar foi convidado a falar no Parlamento Inglês, se estendeu por duas horas, sem usar anotações. Apesar de não falar aquilo que os parlamentares desejavam ouvir, foi aplaudido de pé por todos. Depois do discurso, os repórteres procuraram seu secretário, para saber como Gandhi havia conseguido tal façanha, ao que ele serenamente lhes esclareceu: “Aquilo que Gandhi pensa, sente, diz e fala é tudo a mesma coisa. Ele não precisa de anotações... Você e eu, nós pensamos uma coisa, sentimos outra, dizemos outra , e fazemos uma quarta, então precisamos de anotações e arquivos para acompanhar todas as mudanças.”