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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Artigo de junho da Táxi Cultura!


Qualidade de Vida

Amor íntegro

Vivemos em um mundo em transformações constantes e as relações afetivas tendem a acompanhar esse processo

Por Fernanda Monteforte - 04/06/2012




Amar o outro cada vez mais implica na necessidade de amar a si próprio. Abrir mão dos próprios anseios, subjugar-se ou fazer sacrifícios em prol de uma relação afetiva já não faz parte do panorama atual das pessoas que se sentem realizadas. O amor pleno é aquele vivenciado por duas pessoas inteiras, e não o fruto da romântica busca da metade ideal.


Trocamos a imposição de ceder, pela necessidade de compreender e valorizar a individualidade do outro. Em tempos modernos, as relações saudáveis exigem autoconhecimento e respeito mútuo.



Surgem novos modelos e formas de união e, percebe-se, que os relacionamentos tendem a evoluir para se tornarem mais livres e satisfatórios. A cumplicidade se torna essencial, tal como a valorização humana.

O amor e a amizade


A cada dia devemos nos educar para estabelecer vínculos afetivos sensíveis, pautados na parceria, na valorização das diferenças, no diálogo e na compreensão. Nesse contexto, a amizade aparece como um elo fundamental para que possamos ter um entendimento da posição do outro e respeitá-la.



Atualmente, muitas pessoas optam por não ter um cônjuge e se sentem preparadas para viverem sozinhas. Amam seus amigos, seu trabalho, sua rotina, seus parceiros, seus valores. Uma possibilidade com muita adesão, entre tantas outras.



Nesse caldo de cultura em que estamos atualmente inseridos, não há regra e nem receita infalível. Cada casal deve encontrar sua fórmula de bem-estar e realização. O que pode dar certo para alguns, pode ser inadequado para outros.



Não há nada melhor do que encontrar dentro de si tudo aquilo que é necessário para viver plenamente e fazer suas escolhas. Preservadas a individualidade e a integridade, se você optar por estar junto, certamente será pelo prazer de desvendar com maior lucidez a dimensão do amor.



Fernanda Monteforte
é consultora de qualidade
de vida e ministra
aulas do Método DeRose

Maiores informações:
Tel.: 11 4125-6658
fer

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sensibilidade e poder


Qualidade de Vida

Sensibilidade e poder

No início do novo milênio as mulheres contribuem de forma decisiva na gestação de uma sociedade mais justa e igualitária

Texto publicado na revista 
Táxi Cultura!  maio/12
No dia das mães quero homenagear não apenas as mulheres que optaram por criar seus filhos, mas, também, todas as mulheres que, conscientes ou não, recriam a sociedade em que vivemos.

Quero valorizar a doce guerreira que, diariamente, transgride os resquícios de dominação de uma cultura predominantemente patriarcal para se posicionar na família, no mercado de trabalho, na comunidade, na vida pública e na sociedade como um todo, saindo de uma área de conforto para reestabelecer novos parâmetros às relações humanas, em um sistema que ainda é hierarquizado e opressor.

Sinônimo de autossuperação, a mulher rompe com dogmas da civilização ocidental para ser respeitada muito além de um simples objeto de desejo e consumo. Não quer ser subordinada e nem inferiorizada, pois não se enquadra ao modelo de submissão econômica ou sexual que vigeu por longo período.

Não gosta de guerra, nem de conquista, nem de dominação. Não quer a disputa entre os sexos, e sim, a valorização das diferenças e o respeito mútuo.Opta por não ser menos, nem mais, opta por ser igual, ser parceira e cúmplice.

Atualmente, a mulher tem autonomia para fazer as suas escolhas e traçar seu destino. Liberdade para decidir entre ter ou não filhos, bem como, para estabelecer os parâmetros dos relacionamentos profissionais, afetivos e conjugais que queira vivenciar.

A tradição do matriarcado

Num passado distante, o poder feminino ficou bem registrado em civilizações matriarcais, caracterizadas por uma cultura de maior sensibilidade, dotada de uma estrutura social na qual o poder era exercido pela mulher.

A mãe nutre o filho em seu ventre, amamenta, educa, corrige. Paciência, imparcialidade, compreensão e compaixão normalmente são atributos éticos implícitos na educação, na formação de um novo ser.

As ruínas de Mohenjo-Daro e Harappa e mais de 5 mil anos de história registram essa refinada e sutil forma de cultura. Nesses sítios arqueológicos situados no Vale do Rio Indo, na região noroeste da Índia, estudos registram a existência de uma civilização extremamente evoluída para a época, onde conceitos arrojados de arquitetura, arte e higiene conviviam com uma estrutura social de pouca desigualdade e nenhum racismo. Há mais de 3.000 a.C. reinavam conceitos de qualidade de vida e humanismo que até hoje procuramos resgatar.

E no resgate desses conceitos, capazes de apontar na direção de uma sociedade menos desigual, mais justa e solidária, expresso os meus parabéns às mulheres, com o desejo sincero, de que todas nós – mães e filhas - possamos nos felicitar por contribuir diretamente na gestação de um mundo melhor.